A Gol vai revisitar o plano de incorporação do Smiles

A Gol vai revisitar o plano de incorporação da companhia de redes de fidelidade de clientes Smiles depois que a controversa proposta original, que previa a migração da companhia aérea para o Novo Mercado foi rejeitada por uma comissão da B3 e o governo eliminou limites para o investimento estrangeiro no setor.

Segundo a Gol, a Comissão de Listagem da Câmara Consultiva de Emissores e Estruturadores de Ofertas da B3 decidiu pela ” inadmissibilidade da migração” da companhia para o Novo Mercado.

O motivo alegado foi o de que a nova estrutura pretendida pelo grupo, a Smiles ficaria sob uma sociedade anônima fechada, sem que os acionistas da empresa tenham qualquer direito político.

Diante da restrição, a Gol afirmou que vai analisar “outras opções” à luz do novo cenário do setor aéreo brasileiro que, na opinião da administração da companhia, potencializa a criação de valor aos acionistas da companhia, ao autorizar o controle não brasileiro da Gol”.

As alternativas para a reestruturação da Smiles e Gol

Na visão de analistas do Bradesco BBI, a Gol poderia realizar uma reestruturação societária, convertendo ações sem direito a voto em ações ordinárias e lançando uma troca de ações para excluir a Smiles, em vez de ter uma empresa listada no Novo Mercado e o fundo Volluto – acionista controlador – deter 100 por cento das ações com direito a voto da aérea.

Uma segunda alternativa seria lançar uma oferta em dinheiro para deslistar a Smiles, como a Latam propôs para a Multiplus, afirmaram em nota a clientes Victor Mizusaki e Raphael Frankel, que têm recomendação “outperform” para Gol e Smiles.

Desde o anúncio dos planos de reestruturação, em meados de outubro, os papéis da Smiles recuaram mais de 15 por cento, enquanto as ações da Gol saltaram quase 75 por cento.

No primeiro pregão após a proposta vir a público, em 15 de outubro, as ações da Smiles despencaram quase 40 por cento.

No mercado de compra e venda de milhas a notícia não teve qualquer impacto, já que as cotações de milhas da Gol já vinham incorporando as consequências destas mudanças desde o início do processo em outubro de 2018.

Em comentários na data do anúncio, analistas avaliaram que a decisão sinalizava que a aérea não estava mais alinhada com os interesses de sua controlada, ao mesmo tempo em que os planos proporcionavam maior flexibilidade e sinergias para Gol, com relevante ganho do lado de eficiência fiscal.

De acordo com documentos relacionados à transação e segundo cinco fontes com conhecimento do assunto, a planejada incorporação da Smiles pela Gol, em um negócio em dinheiro e ações, forçaria os acionistas minoritários da empresa de programas de fidelidade a receberem ações da Gol com direito de voto menos abrangente do que tinham.

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Por Paula Arend Laier

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